FRASE DA SEMANA

FRASE DA SEMANA

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Guilherme William Carey (1761-1834)





O menino Guilherme Carey era apaixonado pelo estudo da natureza.

Diz-se que Guilherme Carey, fundador das missões atuais, não era dotado de inteligência superior e nem de qualquer dom que deslumbrasse os homens. Entretanto, foi essa característica de persistir, com espírito indômito e inconquistável, até completar tudo quanto iniciara, que fez o segredo do maravilhoso êxito da sua vida.

Deixou o Senhor utilizar-se de sua vida, não somente para evangelizar durante um período de quarenta e um anos no estrangeiro, mas também para executar a façanha, por incrível que pareça, de traduzir as Sagradas Escrituras em mais de trinta línguas.

Tomava emprestados livros para estudar e, apesar de viver em pobreza, adquiria alguns livros usados. Um de seus métodos para aumentar o conhecimento de outras línguas consistia em ler diariamente a Bíblia em latim, em grego e em hebraico.

Na sua tenda de sapateiro, afixou na parede um grande mapa-múndi que ele mesmo desenhara cuidadosamente. Incluíra nesse mapa todos os dizeres disponíveis: o número exato da população, a flora e a fauna, as características dos habitante, etc., de todos os países. Enquanto consertava sapatos, levantava os olhos, de vez em quando, para o mapa, e meditava sobre as condições dos vários povos e a maneira de os evangelizar. Foi assim que sentiu mais e mais a chamada de Deus para preparar a Bíblia para os muitos milhões de hindus, na própria língua deles.

Esforçou-se ininterruptamente, orando, escrevendo e falando sobre o tema que lhe fazia palpitar o coração: levar Cristo a todas as nações.

Discursou sobre a importância de esperar grandes coisas de Deus e, em seguida, enfatizou a necessidade de tentar grandes coisas para Deus.

O que mais sentiu foi quando a sua esposa recusou-se terminantemente deixar a Inglaterra com os filhos. Carey estava tão certo de que Deus o chamava para trabalhar na Índia que nem por isso vacilou.

Ao despedir-se dela, disse: "Se eu possuísse o mundo inteiro, daria alegremente tudo pelo privilégio de levar-te e os nossos queridos filhos comigo; mas o sentido do meu dever sobrepuja todas as outras considerações. Não posso voltar para trás sem incorrer em culpa a minha alma".

A viagem à vela não era tão cômoda como nos vapores modernos. Apesar dos temporais, Carey aproveitou-se do ensejo para estudar o bengali e ajudar um dos missionários na obra de verter o livro de Gênesis para esta língua indiana.

Carey percebeu a necessidade imperiosa de o povo possuir a Bíblia na própria língua e, sem demora, entregou-se à tarefa de traduzi-la. A rapidez com que aprendeu as línguas da Índia é uma admiração para os maiores linguistas.

Ninguém sabe quantas vezes o nosso herói se mostrou desanimadíssimo na Índia. A esposa não tinha interesse nos esforços de seu marido e enlouqueceu. A maior parte dos ingleses com quem Carey teve contato o tinham como louco; durante quase dois anos nenhuma carta da Inglaterra lhe chegou às mãos. Muitas vezes faltava aos seus dinheiro e alimento.

Quando um de seus filhos começou a pregar, Carey escreveu: "Meu filho, Félix, respondeu à chamada para pregar o Evangelho." Anos depois, quando esse filho aceitou o cargo de embaixador da Grã-bretanha no Sião, o pai, desapontado e angustiado, escreveu para um amigo: "Félix encolheu-se até tornar-se um embaixador!"

Calcula-se que tenha traduzido a Bíblia para a terça parte dos habitantes do mundo.



(trecho extraído literalmente do livro "Heróis da fé". Orlando Boyer. Ed: CPAD. 48ª impressão/ Janeiro 2013. pgs. 81 a 88)


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