FRASE DA SEMANA

FRASE DA SEMANA

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Christmas Evans (1766-1838)





Foi chamado, também, o "John Bunyan de Gales", porque era o pregador que, na história desse país, desfrutava mais do poder do Espírito Santo. Em todo lugar onde pregava, havia grande número de conversões. Seu dom de pregar era tão extraordinário que, com toda a facilidade, podia levar um auditório de 15 a 20 mil pessoas, de temperamentos e sentimentos vários, a ouvi-lo com a mais profunda atenção. Nas igrejas, não cabiam as multidões que iam ouvi-lo durante o dia.; à noite, sempre pregava ao ar livre, sob o brilho das estrelas.

Durante a sua mocidade, viveu entregue à devassidão e à embriaguez. Numa luta, foi gravemente esfaqueado; outra vez foi tirado das águas como morto e, ainda doutra vez, caiu de uma árvore sobre uma faca. Nas contendas era sempre o campeão, até que, por fim, numa briga, seus companheiros cegaram-lhe um olho. Deus, contudo, fora misericordioso durante esse período, guardando-o com vida para, mais tarde, fazê-lo útil no seu serviço.

Seus sermões eram secos e sem fruto até que, um dia, em viagem para Maentworg, segurou seu cavalo e entrou na mata, onde derramou a sua alma em oração a Deus.

Era corajoso como um leão e humilde como um cordeiro; não vivia para si, mas para Cristo.

No sul de Gales andava a pé, pregando, às vezes, cinco sermões num só dia. Apesar de não andar bem vestido e de possuir maneiras desastrosas, grandes multidões afluíam para ouvi-lo.

O grande avivamento vivido pelo pregador contagiou o povo em todos os lugares da ilha de Anglesey e em todo o principado de Gales.

A sua firme convicção era de que nem a melhor pessoa pode salvar-se sem a operação do Espírito Santo e nem o coração mais rebelde pode resistir ao poder do mesmo Espírito.

Como vigia fiel, não podia pensar em dormir enquanto a cidade se incendiava. Humilhava-se perante Deus, agonizando pela salvação de pecadores.


(trecho extraído literalmente do livro "Heróis da fé". Orlando Boyer. Ed: CPAD. 48ª impressão / Janeiro 2013. pgs. 89 a 93)


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