Olá.
Há poucos dias participei de uma viagem missionária ao continente africano e, quando voltei, surgiram as perguntas dos amigos, muito natural, por sinal: "E aí, como foi a viagem?"
O engraçado é que ao mesmo tempo que acho que a resposta é fácil, eu a considero muito difícil. Vou tentar explicar o porquê e é justamente essa consideração que eu creio ser válida para os leitores que, assim como eu, amam Jesus e o chamado transcultural por amor ao Seu nome.
Bem, por mais que eu tenha ido em nome de um Ministério e sob treinamento e bênção de meus líderes, antes de tudo eu fui em nome de Jesus e como João Marcelo, pessoa, indivíduo com limitações, forças, fraquezas, sentimentos, indagações, certezas, potencial, pensamentos, hábitos etc.
Particularmente, eu tenho o hábito de ter meus momentos a sós com Deus e com meus pensamentos. Eu realmente "viajo". Eu realmente abro e fecho uma caixa do cérebro por vez. Não consigo fazer muitas coisas ao mesmo tempo... Eu gosto é de aproveitar esses momentos só Deus e eu, eu comigo mesmo, "cá com meus botões".
Isso colaborou para que, automaticamente, o meu comportamento no campo missionário transcultural fosse confrontado com o meu no Brasil. Eu sempre comparava meu comportamento lá com o que eu tinha no Brasil. É automático.
Considerando a realidade africana.... tudo isso tornou-se acentuado. Eu vi que algumas atitudes minhas no Brasil eram egoístas e que estava muito bem no meu país sem saber.... com certeza tem pessoas em pior, muito pior situação que a gente.
Você é a mesma pessoa no campo missionário transcultural ou no seu país de origem, porém, você fica muito mais sensível a essa auto-análise em situações de pressão, de responsabilidade, de desconforto. A sua fraqueza aflora. Você se conhece melhor. Você se percebe melhor.
Se você não é de agir, mas de ficar filosofando sobre a criação, sobre a existência humana, assim como eu, o campo missionário torna-se um pouco mais delicado, ainda mais quando você está com um grupo, com pessoas diferentes umas das outras. Temos que pedir ajuda do Espírito Santo para que o foco permaneça, e que seja o de servir constantemente uns aos outros em benefício de um bem comum, de um resultado satisfatório para o Reino daquEle que nos chamou e enviou.
Mas uma coisa é certa: seja você mesmo! Deus vai usar o gordo, o magro, o invejoso, o fofoqueiro, o ciumento, o alto, o baixo, o inconveniente, o traidor, o infantil, o maduro, o generoso. Se alguém e alguma coisa tiver que mudar, esse será um processo entre a pessoa e Deus, o único capaz de operar tudo em todos, tanto o querer quanto o efetuar. Mas, claro... quem permanece em um comportamento inadequado não vai muito longe. Palavras-chave para o pecado: confessar, arrepender, abandonar.
Espero que tenha sido útil a você, amigo leitor.
Deus abençoe.

Hmm to achando que nossas experiências no campo foram muito parecidas... haha
ResponderExcluirAgora fiquei ainda mais curiosa pra te ouvir falar dessa viagem! :)
É verdade! Foi uma experiência 10! Por isso que eu te falei que vai ter que ser no mínimo uma tarde da nossa conversa que é sempre muito boa... abração.
ResponderExcluirJoão Marcelo