FRASE DA SEMANA

FRASE DA SEMANA

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Pacificadores do Reino





Jesus está no monte e pronto para compartilhar Seus ensinamentos no que se tornaria uma das passagens bíblicas mais conhecidas e belas do Novo Testamento: o Sermão do Monte ou das Bem-Aventuranças.

De tudo o que o Senhor Jesus disse, as bem-aventuranças são especificações dadas pelo próprio Mestre quanto ao que cada cristão deveria ser e fazer enquanto cidadãos do Seu Reino.

Ali no monte, ao proferir cada palavra, vemos um Jesus que se relaciona com o próximo e instiga a todos fazerem o mesmo, vemos um Jesus que exerce misericórdia e esperando que todos sejam também misericordiosos, vemos o Senhor Jesus patrocinando a paz e desejoso de que os Seus assim o fizessem. Jesus estava deixando a Sua luz brilhar para que depois fôssemos chamados luzes do mundo. É como se Ele dissesse: “Façam dessa forma pois é assim que eu faço!”

As bem-aventuranças enfatizam também as bênçãos divinas que repousam sobre aqueles que externam estes sinais. Elas apontam para o caráter equilibrado e diversificado do povo cristão. Isso significa que as bem-aventuranças não nos permite escolher entre uma e outra. Ao contrário, elas devem ser consideradas como um todo. É como um vestibular: não adianta ir bem em algumas matérias e deixar a desejar em outras, uma vez que isso pode comprometer o seu desempenho e fazer com que você seja reprovado. Fazer uma boa prova em todas as matérias é fundamental.

Bem-aventurança significa mais do que ter alegrias! Implica em todo o cidadão do Reino de Deus ser agraciado por Ele.

Quando o Senhor chama o seu povo de “bem-aventurado”, de “feliz”, de “mais do que alegre”, Ele está declarando o que pensa delas e o que são por causa disso: são “bem-aventuradas”. Isso não é maravilhoso?

Mas agora que Jesus já viu as multidões, já subiu ao monte e se assentou, agora que seus discípulos já se aproximaram, ou seja, uma vez que o cenário já foi montado e o contexto apresentado, eu quero descortinar um versículo em específico: Mateus 5:9“Bem-aventurados os pacificadores pois serão chamados filhos de Deus”.

Pacificadores, vocês estão prontos para conhecer, entender e viver as preciosidades divinas que repousam sobre aqueles que promovem a paz, sobre os filhos de Deus, sobre mim e sobre você?
  1. Quem é o pacificador?
Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus”. (Mateus 5:9)

O termo pacificador vem do grego “Eirenopoios”, com o sentido de “pacificação” ou “pacificador”.

É importante dizer que em um momento Jesus disse que não viera “trazer paz, mas espada”, pois veio “causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra”, de modo que os inimigos do homem seriam “os da sua própria casa”, como está nesse mesmo livro de Mateus, capítulo 10, versículos 34 ao 36. Com isso, Ele queria dizer que o conflito seria o resultado inevitável da sua vinda.

Contudo, fica mais do que claro, nos ensinamentos de Jesus aos seus seguidores, que jamais deveríamos nós mesmos procurar o conflito ou ser responsáveis por ele. Muito pelo contrário, somos chamados a viver as seguintes verdades das Escrituras:

Façam todo o possível para viver em paz com todos”. (Romanos 12:18)

Por isso, esforcemo-nos em promover tudo quanto conduz à paz e à edificação mútua”. (Romanos 14:19)

Cada cristão, de acordo com esta bem-aventurança, tem de ser um pacificador, tanto na igreja como na sociedade, onde há enfermos no corpo e na alma, onde há divórcio, agressão dos mais lamentáveis tipos, racismo, miséria, prostituição, injustiça social, cobradores de impostos, ladrões, entre outros males.

O pacificador é aquele que faz o bem a todos os homens. Ele é repleto de amor a Deus e a toda humanidade. Espera conseguir, voluntária e alegremente, manifestar seu amor ao próximo. Ele aproveita cada oportunidade e cada hora para poder ajudar alguém.

Os pacificadores são os que detestam as brigas, os que evitam toda discórdia e contenda. São os que se esforçam ou para prevenir que isso ocorra, ou, quando ocorre, impedir que escape do controle. Os pacificadores usam até mesmo todos os talentos que Deus lhes deu para viver a paz. Você sabia disso? Isso significa que a escrita, a música, a dança, a pregação da Palavra, a sua profissão e as redes sociais, por exemplo, são formas interessantíssimas de experimentar a pacificação.

A motivação do coração de pacificador é promover e aumentar a boa vontade entre os homens. Empenham-se para manter a unidade do Espírito no vínculo da paz. E é cheio desse mesmo Espírito, o Espírito Santo, que o pacificador exerce o seu papel um verdadeiro embaixador de Cristo na Terra. O respaldo do Espírito santo traz capacitação, sabedoria e graça nesse processo.

Alguém está enfermo ou aprisionado? Ele o visita e ministra a ajuda de que este mais precisa. Fome? Crise nos relacionamentos? Desejo de suicídio? Depressão? Desemprego? Guerras? Corrupção? Ali o pacificador se faz presente, trazendo a vida presente na paz de Cristo.

O pacificador é cheio da essência da natureza eterna em seu interior.

O pacificador dá luz aos que estão nas trevas. Sustenta os pobres e levanta os fracos. É um conciliador, aquele que, de joelhos dobrados e em oração, ama representar e apresentar os homens diante de Deus, sejam os que estão no caminho, os que se desviaram dele ou mesmo aqueles que não o conhecem.

O pacificador coloca em ordem aquilo que se desorganizou. Ele colabora para que as coisas, situações e pessoas estejam nos moldes planejados por Deus desde a eternidade.

Pacificador é aquele que escolhe fazer disso um estilo de vida!

Pacificador”: você consegue perceber a dinâmica, a vida e a paz dentro dessa palavra? Não é sobre a palavra, não é ao redor dessa palavra... é paz dentro dela!

Mas talvez possamos nos perguntar se exercer o papel de pacificador é possível nos dias de hoje, dias maus, em que tudo parece ir de mau a pior. Então...

  1. Quais são as perspectivas quanto à promoção da paz nos dias de hoje?
Por isso, esforcemo-nos em promover tudo quanto conduz à paz e à edificação mútua” (Romanos 14:19)

As perspectivas são as melhores, meus irmãos!

Os dias eram bons no tempo de Jesus? O que Ele fez? O que Ele falou? Ele influenciou ou foi influenciado? Ele se abateu ou se levantou com disposição e graça para fazer a diferença?

A Palavra de Deus é de abatimento, de entrega, de derrota, de “o bicho está pegando! Vou fazer o que? Deixa assim mesmo...”? Ou a Palavra de Deus é esperança, é vida, é ativa, é nova, é renovo, é uma nova chance, é a própria paz do seu Príncipe?

Pois um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6)

Jesus é a personificação da paz do Pai Celestial. Se Jesus é o Príncipe da Paz e nós devemos procurar viver como Ele vivia, fazer o que Ele faria e dizer o que Ele diria, podemos também repousar na certeza que Ele nos deixou em João 14:27:

Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo”.

Jesus disse isso àqueles que são Seus e nós, membros do Corpo de Cristo, estamos incluídos nessa esperança. Estamos abastecidos com uma paz disponível em nosso interior.

A paz que Cristo nos deixou e nos dá constantemente é diferente da que o mundo oferece, principalmente nos dias de hoje: paz ilusória, de fontes enferrujadas e distorcidas, paz fingida, paz de aparências, paz em conta gotas, paz em comprimidos, paz aleijada.

A paz de Cristo em nós, que deve ser promovida em cada oportunidade, está disponível gratuitamente. Ela é genuína e eficaz, tão atual e necessária como nunca antes.

A pacificação está nos gestos mais simples. Você é um pacificador e, provavelmente, não está sabendo.

A questão é fazer valer-se da condição de pacificador como um estilo de vida. Então, o buscar e o compartilhar a paz já não podem ser apenas “flashes” em nossas vidas, já não podem ocorrer uma vez ou outra, dividindo o espaço com o egoísmo, com a mentira, com a ira e com a violência, por exemplo.

Precisamos saber que, enquanto filhos de Deus, somos pacificadores, e isso deve ser uma constante em nossas vidas.


3. Por que os pacificadores serão chamados especificamente de “filhos de Deus”?
Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas novas, que proclamam a paz, que trazem boas notícias, que proclamam salvação, que dizem a Sião: o seu Deus reina!” (Isaías 52:7)

Eu também passei a me perguntar: “Mas por que filhos de Deus? Não tem problema algum, pois ser filho de Deus é fantástico, mas o pacificador poderia ser chamado de qualquer outra coisa”.

Talvez não seja uma tarefa difícil responder a tal questionamento: ser filho de Deus implica em ser um pacificador.

Você consegue perceber como esse versículo é vivo, dinâmico, passando a impressão de um início, meio e fim?

Bem-aventurados(1) são os pacificadores(2), pois serão chamados filhos de Deus(3)”.

Ah! “Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas novas, que proclamam a paz, que trazem boas notícias, que proclamam salvação, que dizem a Sião: o seu Deus reina!” (Isaías 52:7) Aleluia!

Há uma bênção, há uma condição para sermos chamados “filhos de Deus”, e ser um pacificador é um processo, nada mais é do que a nossa caminhada cristã.

Não nos surpreende que a bênção particularmente associada aos pacificadores é que eles “serão chamados filhos de Deus”, pois estão procurando fazer o que o seu Pai fez.

A convicção de que aqueles que receberam o Seu nome são chamados filhos de Deus está em João 1:12: “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus”. Aleluia! E é o que de fato somos:

Vejam como é grande o amor que o pai nos concedeu, sermos chamados filhos de Deus, o que de fato somos”. (1 João 3:1a)

O Senhor nos abençoará com todas as bênçãos de seus filhos.

Assim, não esqueçamos que o pacificador será chamado “filho de Deus”. Ser filho de Deus implica em ser um pacificador. Ser um pacificador implica em ser um filho de Deus.

Você pode dizer que é um filho de Deus?

Você pode dizer que é um pacificador?

Conclusão

Mateus 5:9 deve fazer parte de nossas vidas, do nosso dia-a-dia, de uma maneira simples e especial, automaticamente ligada à vida do cristão.

O Senhor fala do alto de um monte. Apenas tome o seu lugar no gramado, ouça o que o Mestre tem a dizer. Tenha mais do que alegrias!

Ser pacificador é um estilo de vida. Desempenhar esse papel é comum a todos os cristãos, até que Ele volte! Glória a Deus!

Quantos filhos de Deus nós temos aqui?

Agora já não há mais desculpas. Vá e promova a paz!

Deus os abençoe.




































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