FRASE DA SEMANA

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terça-feira, 18 de setembro de 2012

David Livingstone



David Livingstone nasceu no dia 19 de março de 1813 em Blantyre, ao sul de Glasgow, na Escócia.

Os pais de David criaram seus filhos no temor do Se­nhor. O lar era sempre alegre e servia como notável modelo de todas as virtudes domésticas. Não se perdia uma hora durante os sete dias da semana e o domingo era esperado e honrado como o dia de descanso. Com nove anos, David ganhou um Novo Testamento por ter proclamado de cor o capítulo mais comprido da Bíblia, o Sal­mo 119.

Algo que marcou sua infância foram os esforços de sua mãe para que os poucos recursos que tinham fossem suficientes para todos os membros da família. Aos dez anos de idade, os pais do pequeno David o colocaram numa tecelagem para ajudar no sustento da família.

Nos feriados, David gostava de pescar e fazer longas excursões pelos campos e às margens dos rios. Isso lhe servia para instrução e lazer. Sem saber que seria brilhantemente usado por Deus para desbravar o interior da África em busca de meios de comunicação e acesso para evangelização, ele as­sim se preparava em corpo e mente para as explorações científicas e para o que escreveria com exatidão acerca da natureza na África.

Desde a infância, Livingstone ouvia falar de um missionário valente na China, cujo nome era Gutzlaff. Nas suas ora­ções, à noite, ao lado de sua mãe, orava por ele. Com dezesseis anos, David começou a sentir desejo profun­do de fazer conhecido o amor e a graça de Cristo àqueles que estavam nas trevas, e resolveu firmemente no co­ração dar também sua vida como médico e missionário, ao mesmo país, a China.

Assim, durante todos os anos de estudos para ser médico e missionário, sentia-se dirigido para ir a China. Contudo, certa vez, em uma reunião, ouviu o discurso de um homem chamado Roberto Moffat, que acabara de vol­tar da África: "Há uma vasta planície ao norte, onde tenho visto, nas manhãs ensolaradas, a fumaça de milhares de aldeias, onde ne­nhum missionário ainda chegou".

Comovido, ao ouvir falar em tantas aldeias sem o Evangelho e sabendo que não podia mais ir à China por causa de guerra que havia naquele país, Livingstone res­pondeu: "Irei imediatamente para a África".

David não desperdiçou o tempo! Na viagem rumo ao continente africano, Livingstone tornou-se amigo do comandante, o qual o ajudou a preparar os cultos, onde David pre­gava aos tripulantes do navio.

Para aprender a língua e os costumes do povo, David Livingstone passava o tempo viajando e vivendo entre os indí­genas, contando-lhes as preciosas e verdadeiras histórias sobre Jesus.

Foi na casa de Roberto Moffatt, na África, que che­gou a conhecer Maria, a filha mais velha desse missioná­rio. Depois de abrir a missão em Mabotsa, os dois se casa­ram. O casal gerou seis filhos.

Li­vingstone ficou convicto de que o interior da África não era um grande deserto como o mundo imaginava. O seu coração permanecia ardendo com o desejo de achar uma via fluvial para outros missionários irem para o interior do continen­te, com a mensagem de Cristo. Nem a morte de sua filha por causa de uma febre provocou abalo suficiente de fazê-lo desistir de achar um caminho para levar o Evangelho ao interior da África.

Em junho de 1851, descobriu o maior rio da África Oriental, o Zam­beze, rio do qual o mundo de então nunca ouvira falar.

Havia três motivos que o aconselhavam a fazer uma viagem de exploração: primeiro, queria achar um lugar para residir com a família entre os "barotses" e evangeli­zá-los; segundo, a comunicação entre o território dos "ba­rotses" e a cidade do Cabo era muito demorada e difícil e queria descobrir um caminho para um porto mais próxi­mo e terceiro, queria fazer todo o possível para influenciar as autoridades contra o horrendo tráfico de escravos.

Livingstone continuou a pregar o Evangelho constan­temente, às vezes em auditórios com mais de mil indígenas. Antes de tudo, esforçava-se para ganhar a estima das tri­bos hostis, por onde passava, por sua conduta cristã, em grande contraste com a dos mercadores de escravos.

A oração e a Palavra de Deus foram o seu sustento es­piritual durante os anos de provações, que sofria por parte dos negociantes de escravos.

Com o falecimento de sua esposa, com o corpo enfraquecido, destituído de roupas e alimentos, veio a saber que lhe tinham rouba­do tudo. Nessa situação, ele escreveu:

"Na minha pobreza senti-me como o homem que, descendo de Jerusalém a Je­ricó, caiu nas mãos de ladrões. Não tinha esperança de que sacerdotes, levitas ou o bom samaritano viesse em meu so­corro. Entretanto, quando minha alma se achava mais abatida, o bom samaritano já estava bem perto de mim!"

A 1° de maio de 1873, na aldeia de Chitambo, Livingstone foi encontrado morto, de joelhos, ao lado da cama. David Livingstone orou enquanto viveu e partiu deste mundo orando!

Dois de seus fiéis companheiros, Susi e Chuman, enterra­ram o coração de Livingstone em solo africano.

Durante os trinta anos que passou na África, nunca se esqueceu do seu alvo principal que era le­var Cristo aos povos desse escuro continente. Todas as via­gens que realizou foram viagens missionárias.

Gravadas no seu túmulo podem ser lidas estas pala­vras: "O coração de Livingstone jaz na África, seu corpo descansa na Inglaterra, mas sua influência continua".

David Livingstone teve um papel fundamental no processo de colonização da África. Homem de oração, esse missionário escocês e explorador europeu da África importou-se não apenas com a evangelização de indígenas, mas esforçou-se para que pudessem viver a completude da vida de Cristo, livres no corpo, na alma e no espírito!

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