A águia é o animal
que voa mais alto. Houve a história de um homem que pegou um ovo de águia,
colocou no seu galinheiro e aquele ovo foi chocado. Nasceu a pequena águia.
Pequenina, indefesa, bonitinha... O fazendeiro tinha medo que aquela águia
voasse, então ele prendeu a sua patinha em uma corrente. A águia foi crescendo
e, no meio das galinhas, no galinheiro, ela ficava andando em círculos com
aquela correntinha presa a sua pata. Um dia chegou um homem àquela fazenda e
viu aquela águia. Ela já estava grande, emplumada, adulta e bonita. Ele ficou
tanta pena e dizia: “A águia foi feita para voar! Ela foi feita para galgar as
alturas”. Quando vai chover, as galinhas correm e trazem os pintinhos para
debaixo das suas asas e a galinha se esconde da tempestade. Por outro lado, ao
sentir as gotas de chuva, a águia abre suas asas e voa acima das nuvens de
chuva, acima dos relâmpagos, acima dos trovões, lá em cima onde o céu é sempre
azul e o sol sempre brilha. Então aquele homem disse ao fazendeiro que queria
comprar aquela águia e libertá-la. E assim se fez, ele rompeu a corrente que
prendia a águia e exclamou: “Voe! Você está livre!”. Todavia, a águia deu um
voo rasante e continuou andando em círculos. Ela não estava acostumada à vida
de águia e continuava como se ainda estivesse presa.
Você precisa aprender
a bater as suas asas, a exercitar a sua fé, a galgar as alturas, a saber que o
Senhor é poderoso e que pode todas as coisas. Ele nos ama e nos ensina a voar e
também acerca da liberdade que há em Sua presença.
“Ele o cobrirá com as suas penas, e sob as suas asas você
encontrará refúgio; a fidelidade dele será o seu escudo protetor”.
Quando os filhotinhos
da águia já começam a bater as asinhas e ela quer ensiná-los a voar, ela os
empurra do ninho e este ninho é feito nas alturas dos penhascos, nos picos mais
altos até mesmo acima das nuvens, é lá mesmo que as águias fazem os seus
ninhos. Então, a águia empurra os seus filhotes para fora do ninho e eles vão
despencando no ar. A águia voa abaixo deles e, caso algum apresente
dificuldades para manter o voo, ela o ampara oferecendo-lhe as costas; com suas
asas abertas, ela equilibra o filhotinho.
Deus nos empurra e parece que vamos cair,
parece que estamos sozinhos, parece até que vamos morrer... Mas o Senhor vem
por baixo, abre as Suas asas e nos leva seguros novamente para o ninho até que
a gente aprenda a voar, até que a gente aprenda a ter fé, a confiar no Senhor,
a saber que Deus jamais nos deixa, jamais nos abandona, mas sempre nos protege.

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